terça-feira, 30 de agosto de 2022

Metal Folclore: The Zoeira Never Ends... (2014)

 




[Alexandre Frota]
Olá, tudo bem?
Eu sou Alexandre Frota e vocês estão prestes a ouvir a história mais bonita que tem. Sejam todos bem vindos, peguem seu guaraná grandão, gelado e divirtam-se.

[Detonator]
É isso mesmo Frota, quer Rock, quer Metal? Eu digo "bora".

e é assim que eu te convido a viajar nessa grande história louca cheia de folclore e comédia!

Metaleiro eu poderia dizer que é o hino do metal nacional, e de fato a batalha começa com os nossos astros do nosso folclore, e ainda digo(trocadilho a seguir) essa música tinha que ser tocada nos jogos da seleção brasileira, ela ja começa na porrada, pesada mesmo, baixo, batera, voz guitarra, tudo bem colocado e sincronizado, e se pegarmos a idéia da música, somos de fato metaleiros, e hoje eu até canto que "eu sou metaleiro com muito orgulho, com muito amor" (assim diz a música), rola um baião bacana em um trecho do solo, não posso confirmar mas, li em algum lugar(da internet) que Rafael Bittencourt(Angra), e Ricardo Confessori(Shaman) participaram dessa música, uma das melhores do álbum.

 

Uma grande tragédia

[Alexandre Frota]
Detonator quer transformar o Brasil na nova terra do Metal mas e Metal Land, o que aconteceu? Uma grande tragédia, uma tragédia terrível, que vocês vão conhecer agora.

Assim narra Alexandre o que está por vir...

Metal Zumbi... Bem, me parece que em Metal Land, tudo foi destruido, e você ouve os animais , alguns meio que agonizando , ou algo parecido, até que um dedilhado lento começa, e alguns segundos depois vem a pancada com todos e junto  o dedilhado, bem numa pegada Doom metal Tradicional, diria que é o Doom do Black Sabbath, soturno, denso, e bem tocado, pesado, algumas risadas, mas faz parte, é o Bruno Sutter, digo, Detonator, desculpe.

Baixo bem presente nessa música, melodia vocal muito bem feita, a ideia que foi construída para esse álbum foi simplesmente incrível, a música fica mais rápida, mas isso não tira a qualidade, pelo contrário, só que se você der atenção a letra, vai ser risada na certa, e segundo o Detonator, a banda que os zumbis mais gostam é o Sepultura(acho que você entendeu), e eu duvido você não fazer o Morto-vivo que tem na música.

Boi , boi, boi da cara preta, pega esse menino que tem medo de careta.

 

[Alexandre Frota]
Coitado do nosso herói, tadinho dele mas não tem nada, não. Detonator, você não está sozinho, você tem vários aliados poderosos ao seu lado, os personagens do folclore brasileiro e que vão te ajudar a tornar o nosso país, a nova terra do Heavy Metal.

[Detonator]
Mas Frota, onde é que eu encontro eles?

[Alexandre Frota]
Eles estão até aqui do meu lado.

[Detonator]
Puxa!

E sinceramente, até eu fiquei procurando esses poderosos aliados do meu lado.

Curupira, ja vem com riff chutando tudo(com os pés inversos mesmo), um Heavy Metal tradicional, na pegada Saxon, Iron Maiden(o qual o filhinho do deus metal se inspira) e até arrisco dizer Judas Priest, é uma faixa perfeita pro gênero, veloz, pesada, um solo digno de aplausos, e os vocais eu nem falo, é simplesmente tudo muito bem feito, e de fato todo mundo pira, as mina pira com essa música e com o Curupira, e um aviso aos ouvintes, não vão ao mato fazer parada errada e nem vão para a floresta, para fazer o que não presta.

Boto, groovada, mas um tanto mais lenta que as outras, mas com uma história pra lá de engraçada, fala sobre o cara que sai na noite, bem arrumado, de terno branco e cantando "esse cara sou eu" e se você "der mole" pra ele, vai cari na sua graça,e segundo a lenda vai engravidar dele, mas segundo a lenda do Detonator ,o cara é um golfinho que só quer transar, pois é, e eu eu ri bastante disso

Boitatá, é a defensora das florestas, e segundo a lenda ela se vinga de quem faz o que não deve nas matas, e é mais uma música rápida e bem feita, uma boa pedrada, o baixo bem presente, me lembra até o Felipe Andreoli(Angra, sim ele também participou), o riff é grudendo, e pesado, o mais legal dessa música é que  mensagem é bem claro quanto a preservação ambiental, só que um pouco mais pesada.

Mula sem cabeça, é uma das minhas preferidas, já começa com um pequeno solo de baixo fretless, e ele se superou no quesito de mistura de sátira com folclore, pra mim, de longe é a melhor história "criada", o mito todos nós conhecemos sobre o padre que teve relações com uma mulher e a mesma em noites de lua cheia de quinta pra sexta, passou a se transformar numa Mula sem Cabeça, a diferença é que nessa versão a mulher deu uma "patolada" no Padre e o cidadão não recuou... é aí que começa toda a trama e a música ganha peso, que ao meu ver, tudo se encaixa muito bem, o drama da história junto ao riff, e sim o refrão fica na cabeça, quando você menos esperar, vai cantarolar, o solo é bem banca, tem partes intrincadas e muito bem feitas,a parte vocal, nem ponho a mesa, ta impecável, e fale com sua mãe, fale com sua avó, quem "dá" pro Padre é mula sem cabeça, e claro, termina como um solo bonito de baixo.

Cuca, é uma espécie de cozinheira dos metaleiros, segundo a lenda cantada aqui no álbum, ela nos ajuda, porque comemos muito mal, só bebemos cachaça e nada de alimentação saudável.

faixa bem interessante, mais um ótimo riff, bem dentro da proposta, ainda rola um trocadilho(mais um), sobre o doce "cuca", vale a pena ouvir, e se por um acaso precisarem, chamem a Cuca, a Cuca Metal, essa sim é por nós!

31 de outro é o Halloween, NÃO!

é o dia do Saci isso sim, e eu não vou dizer muito o que tem nessa faixa, ela é bem divertida, groovada, bem legal mesmo, fala dessa data que muitos aqui no Brasil comemoram, mas esquecem do nosso folclore, e acho bom passarem a lembrar da data, porque vocês sabem o que dizem sobre as coisas que o Saci faz, a faixa também conta com a participação do João Gordo(Ratos do Porão), uma das faixas mais legais do álbum.

 

[Alexandre Frota]
Em abril de 2013, o Brasil e o mundo ficaram chocados com o mascote com o formato de testículos prol de uma campanha contra o câncer de próstata em Minas Gerais. Apesar de sua aparência escrota seu propósito era nobre e ele era sorridente e simpático, conheça o mais novo personagem do folclore brasileiro, o Saquito.

Saquito, pois é o pobre mascote caiu de para-quedas logo nas mãos de quem? sim, Bruno Sutter.

Segundo a "lenda" se assim eu posso chamar, o mascote ajuda a combater os inimigos, os que tentam chutar, ou socar o saquito(isso ja ficou bem claro), até porque nós homens, sabemos bem como é isso. e com piadas e trocadilhos a parte, é uma música até bacana, mas um pouco abaixo das outras, com uma ressalva, o solo, solo bem feito demais, tem feeling e técnica, e parece que no final da música o Saquito levou mesmo um chute...

 

[Detonator]
Agora que a missão está comprida, que o Brasil é o país do Heavy Metal eu tenho uma pergunta a fazer.

[Alexandre Frota]
Vai de novo.

[Detonator]
Tá bem diferente.

[Alexandre Frota]
Tenho uma pergunta a te fazer, Frota.

[Detonator]
Agora que o Brasil, Frota eu tenho uma pergunta pra te fazer.

[Alexandre Frota]
Fala aí.

[Detonator]
Qual é o negócio?

[Alexandre Frota]
O negócio é comer....

[Detonator]
Não, não, não Frota. Não é esse negócio, eu tô falando do outro negócio.

[Alexandre Frota]
Ah! O outro negócio é Heavy Metal, yeeeeeeeah!

[Detonator]
Yeeeeeeeeah!

eu confesso que demorei um pouco pra voltar, porque eu estava chorando de rir com esse diálogo, e mesmo sendo tudo montado, conseguiram deixar tudo natural, as vezes a comédia nos proporciona isso.

 

Qual é o Negócio?
música bem bacana e você já sabe que está quase no fim do álbum, até porque os principais personagens do folclore já foram citados, e nessa música não vai ser diferente, mais um riff legal, porém dessa vez ele vem anunciando a volta do Detonator, faz uma sátira ao Massacration, por estar rodeado de homens e agora de mulheres(muito belas, por sinal), e o mais curioso é o Alexandre Frota dessa vez participando do refrão nessa música, um solo digno do Heavy Metal tradicional, e a parte vocal, não há o que falar, excelente, Bruno mandou bem demais, digo Detonator, no caso, e o negócio é HEAVY METAL!

[comemorando]

Valeu!
Valeu Detonator!
Valeu Frota!
É isso, acabou

E olha quem aparece na faixa a seguir...

Mestre do Santuário

[Mestre]
Detonator cumpriu sua missão, transformando o Brasil na nova terra do Deus Metal, mas na verdade isso é muito pouco perante os desafio que ele vai encontrar a partir de agora. Será que ele é forte o bastante para enfrentar o que vem pela frente (risos)

[Detonator]
Ei, ei, ei, pera aí. Quem é você?

[Mestre]
Eu sou o Mestre

[Detonator]
Mestre? Que mestre?

[Mestre]
Ora, o mestre do Santuário! Você não me conhece?

[Detonator]
Mestre do Santuário? Mas que Santuário?

[Mestre]
O Santuário que fica na Grécia, ora bolas!


[Detonator]
Escuta aqui rapaz, você bebeu?

[Mestre]
Hein meu filho?

[Detonator]
Óia seu Mestre, é melhor o senhor ir embora porque o senhor tá muito doido, viu meu velho. Quer que eu chame um táxi?

[Mestre]
Insolente! Agora eu vou ter que lhe dar uma lição!
Explosão Galática!!

[Detonator]
Ai, ai, ai, ai. Para com isso! Para de me bater!

[Mestre]
(Risada maligna)

[Detonator]
Ai! O que que é isso? Para de rir! Tá rindo do que? Eu sou Detonator, filhinho do Deus Metal! Quem você pensa que é? Escuta aqui rapaz, no próximo disco eu vou voltar e vou acabar com você!

 




Por fim, Detonator cumpriu sua missão, mas apanhou do Mestre do Santuário, mostrou como se faz um álbum conceitual envolvendo o folclore brasileiro de maneira cômica, e com a história, não deixou de citar os fatos reais abordados em todas a lendas(isso pode parecer confuso), não deixou de ser fiel ao tradicionalismo do Heavy Metal, chamou um time de peso pra participar e mostrou que essa garotas tocam demais,espero que ele volte logo e eu falo bem sério, ele deveria seguir com esse projeto, a proposta musical é de muita qualidade, e que elas também seja reconhecidas, não como as mulheres que tocam na banda do Detonator, mas como musicistas talentosas que são.

quarta-feira, 27 de abril de 2022

Wael Daou - Ancient Conquerors (2013)

 

Baseado em conquistadores do mundo antigo conhecidos até  hoje, Wael Daou fez um EP bastante interessante com passagens Melódicas e Progressivas, sim, bastante progressiva, eu que sou um grande fã do gênero fiquei pasmo com a primeira faixa e claro, com as demais também.

Ghenghis Khan muito veloz, bastante melódica e progressiva (eu já disse isso, e isso vai se repetir), e com as guitarras de Wael voando em arpejos e swips, a bateria feita pelo próprio me lembra bastante a de Casey Grillo da banda Kamelot, uma ótima faixa de abertura.

Salah El Dine, digamos que eu praticamente fiz um clip pra ela em minha mente, e no seu momento mais agressivo com a guitarra e a bateria numa velocidade que exige muita destreza, só realmente sendo muito estudado e dedicado em seu instrumento para dominar um instrumento de tal maneira.

Atilla The Hun, uma faixa um tanto medieval no seu início, com os elementos musicais de sua origem Libanesa que foi muito bem posta, as guitarras são mais coadjuvantes nessa música, o piano se destaca bastante, uma faixa muito bem trabalhada, me lembra muito o que algumas bandas de Folk/Viking Metal fazem, uma faixa bem diversificada.

Xerxes I, Essa pra mim foi que me deixou mais surpreso com sua velocidade e progressão de acordes com arpejos no teclado numa velocidade que eu lembrei da música Running Alone do álbum Rebirth da banda Angra, logo depois a guitarra de um jeito que sinceramente não tinha ouvido ou visto alguém fazer tais swips  e com uma orquestração em acidentes e incidentais muito bem colocadas, pra mim é a melhor faixa do álbum e foi a primeira que ouvi justamente pelo nome que mais me chamou a atenção e acertei em fazer isso. O seu final me pareceu uma mistura de Progressivo/Heavy Tradicional/Djent (vide Periphery para Djent), e no final tem toda a velocidade que um guitarrista precisa ter, a música passa por vários momentos e pede isso.

Domitian, Para mim a faixa mais Heavy Metal do Cd, ela me mostra bastante isso com o teclado fazendo um flerte com a guitarra, dando uma aparência sinfônica, orquestrações mais voltado a um lado mais épico  com Wael esbanjando habilidade entre técnicas e progressões de acordes, é uma boa faixa pra quem curte a mistura do Heavy Metal e da Música Clássica.

Hiram I Começa com uma serenidade que te faz bem, a guitarra em seus solos suaves e bem colocados com a base no teclado  entre orquestrações (você leu muito essa palavra né?), pra mim é aquele tipo de faixa que você aperta o Play e deita pra ouvir, tem um Feeling único, pra mim a faixa mais calma, mas com certeza a que não deu menos trabalho por sua variação  de andamento no teclado e bateria fazendo quase que uma dupla perfeita. Esta música num todo é muito bem feita.


Wael Daou, mostra que no Brasil sim, temos ótimos músicos, alguns escondidos, e alguns tentando ganhar seu espaço, fez um ótimo EP, suas influências com certeza o ajudou bastante, fazendo assim um trabalho digno, diferente e que com certeza a frente será mais reconhecido do que hoje, mas como sabemos que nada é tão fácil vamos aguardar os próximos trabalhos e evolução desse grande músico que temos.



1.Gengis Khan
2. Salah el Dine
3. Attila, the Hun
4.Xerxes I
5.Domitian
6. Hiram I

Mais sobre a Banda

domingo, 24 de abril de 2022

Eleven Strings - Void (2020)




É sempre bom falar desses rapazes, sendo bem objetivo, eles fazem um som único, é bem preenchido em suas nuances com a complexidade progressiva que sempre buscaram, agora no terceiro álbum creio  que alcançaram essa maturidade.

Empty Vessel é uma faixa instrumental que abre o cd de forma nada sutil e muito bem arranjada, pesada, como se fossem marteladas, mas bem feitas e marcantes, teclados bem presentes.

No Regrets, vem seguindo a onda da introdução, porém temos uma diferença na banda, os vocais, eles estão mais agressivos, guturais mais presentes que nos outros dois álbuns, parece que a banda se enveredou por outros caminhos e decidiu mudar, o que foi muito interessante.

Essa música tem sua parte melódica e a característica dos vocais mais roucos que é a marca da banda, essa música tem sua característica o seu groove, ou seu riff, mas de forma groovada sim.

Um belo interlúdio feito pelo teclado que está bem interessante, e segue com contratempos bastante marcantes, é uma ótima faixa.

Ashen Souls é o que eu posso chamar de Prog Djent, bem intrincada em seu contratempo, vocais guturais bem na leva do Meshuggah e claro que não pode faltar sua parte dos vocais  mais melódicos, e essa é uma  faixa que você deve respeitar, o nível técnico  está altíssimo, a faixa não tem solo, e nem precisa, todo o arranjo se encarrega de mostrar que realmente não precisa, essa é uma faixa de destaque.

Smile é a faixa de trabalho que também teve um clipe oficial, e foi por ela que eu já tinha notado as mudanças sonoras, seguindo as linhas "contratempadas", visto que isso é uma mudança bem evidente na sonoridade da banda, e ela é uma das mais pesadas também com um uso muito bem feito de pedal duplo e um belo solo de guitarra, e também a faixa que mais tem mudança de compasso e arranjo, o que particularmente gostei bastante.

Know Your Sins tem um teclado na pegada mais eletrônica muito bem arranjado com todos os outros instrumentos seguindo compassos diferentes do que o teclado faz, e ela vem com uma ar mais soturno quando entra o vocal, o que torna uma faixa legal no quesito vocal, com bastante uso do vocal limpo, e backing  vocal em forma de coral, segundas vozes bem arranjadas e Evandro cantando um pouco além do seu limite vocal, bem no limite, o que é ótimo , é ótimo ver/ouvir o músico se superar, a faixa também tem ótimos teclados e um blast beat bem legal, com o teclado fazendo uma ótima cama e retornando a sua intro.

Katharsis começa como uma balada, vocais mais baixos(mais graves), dando um ar mais triste, é aquela faixa do meio do álbum que dá uma caída, aquela que você meio que ouve refletindo, e somente curte, tem uma bateria bem marcante, e é uma faixa que também exige bastante controle vocal , uma ótima faixa.

Hollow é uma faixa instrumental com cordas, bem calcada no suspense, é uma intro para a próxima faixa.

The Rise of None, tem pouco mais de 4 minutos e vem com uma pegada mais densa, mais soturna, de suspense mesmo, eu diria que quase o álbum todo tem essa atmosfera, mais pesada, literalmente, visto que a sonoridade da banda foi bastante modificada, os vocais permeiam entre o limpo e o gutural, o teclado é quem dita o tom denso a música e pasmem, e um belo e muito bem colocado e arranjado solo de Sax em que dita toda a pegada no Jazz, isso também explica a parte soturna da música.

将軍 ou Apenas  Shōgun  tem toda a pegada do Japão , principalmente as escalas usadas, e o vocal bem num tom mais alto, e por vezes, vocal mais grave, tem bastante uso de drive, o que da um tom mais agressivo, e um interlúdio usando escala e  o uso de KOTO (instrumento japonês tradicional), e o padrão de andamento se mantém, pegada bem próxima do que é o Djent, bastante contratempos e pausas, é uma ótima faixa, e é também a ultima faixa do álbum.


Mais Sobre a Banda
 

HellLight - As Slowly We Fade (2018)

 




Formada no estado de São Paulo, a banda de Funeral Doom/Death Metal, HellLight,é um trio, mas que por alguns anos já esteve no formato de quarteto com Teclado, Guitarra e Voz, Bateria e Baixo, Liderada por Fabio de Paula(Guitarra/Voz), conta também com Alexandre Vida(Baixo) e Renan Bianchi(Bateria), mas nessa resenha eu venho escrever sobre o último álbum da banda, Excelente As We Slowly Fade, de 2018.

Este é o sexto álbum da banda, que com seus 23 anos de estrada não deixa a desejar quando se fala em qualidade seja ela sonora ou dos conteúdos das letras que não deixou de abordar seus temas sobre Tristeza, Solidão, Morte e até o Paganismo(na sua questão mais individualista). As We Slowly Fade traz de forma digamos que um pouco de mais sentimentalismo em sua forma de cantar, em seus acordes(por mais simples que isso pareça), a banda consegue te transportar pra dentro da atmosfera que eles criaram para o seu estilo.

A primeira faixa é uma Intro de 2:39 que já te prende por seus espaços entre uma nota e a próxima nota tocada, logo já é feita a mescla com teclado e baixo pra que a atmosfera já seja criada pra canção seguinte, o mais interessante é que há essa espera pra que a próxima faixa inicie e na maior altura do teclado é o momento...

A canção seguinte é a que leva a faixa título do álbum, As We Slowly Fade é bela pois o teclado vem fazendo o que se esperava, te traz a prévia logo todos iniciam da maneira que se espera, pode parece tudo premeditado, mas o que eu senti é que essa era a intenção e a faixa faz jus ao nome dela, pois ela cresce, tem a excelente linha de guitarra de Fabio sem contar nas divisões vocais entre limpos e guturais, deixando claro que ele executa os dois com perfeição, como é pedido na proposta da banda.

White the Moon Darkness começa com teclados bastante densos, me lembrou um pouco do que o Lacrimosa faz, mas logo todos entram e começam a espalhar o medo com a sonoridade dessa música, destaque para a excelente linha de bateria de Renan Bianchi, Um timbre excelente, ocupando os espaços necessários, e até mesmo nas mudanças de melodia essa música não deixou a desejar, ela tem a tradicional Doom/Death, porém com sua pitada de escuridão e trevas(se é que me entende), os teclados ainda que mais leves nessa música ajudam a compor essa atmosfera sombria que a banda apresentou, e de quebra vem um final com um belo solo de Fabio e uma parte um tanto mais agressiva com pé no Death Metal.

Eu havia mencionado que a banda seguiu sendo um trio, e que com isso Fabio, O Guitarrista/Vocalista assumiu os teclados, pelo menos nas gravações, e tenho que enaltecer a qualidade dos arranjos, dos timbres e da atmosfera que ele deixou pra cada música e especial a terceira faixa, The Ghost, que tem um orgão incrivelmente bem colocado, ele  é o elemento principal dessa música, dando toda a nuance soturna e densa que se espera, trata-se de uma faixa um pouco mais direta no seu objetivo, uma ressalva para uma queda nos instrumentos em que somente a guitarra continua(dedilhando), mas funciona como uma ponto para mais um ótimo solo.

Bridge Between Life and Death é soturna claro, essa me parece ser a grande proposta da banda, e se não for, estão fazendo e muito bem, a quarta faixa começa lenta e pesada, mais crua, mas não menos criativa em seu arranjo, porém a ênfase maior é nos vocais e guitarra, gostaria de destacar o refrão  que é cantado com a voz limpa, assim como o da segunda faixa previamente cantado com Gutural, e fantástica essa forma de composição, "esteticamente" ou musicalmente da um ar de desespero ao ouvir e como é característica da banda o tema de Morte, o refrão é bem chamativo no que assim é cantado: "I'm crossing the bridge between life and death...".

De certa forma essa faixa é peculiar em todo o seu conjunto, outro destaque para a reta final da música para o que eu posso chamar de dueto, entre a guitarra e o teclado, Fabio realmente mostra ser um excelente músico.

 

The Land of Broken Dreams é a menor faixa (não contando a intro) do álbum,mas quando se fala em que uma faixa da uma banda de Funeral Doom é a menor do álbum não faz muita diferença, quase todas tem mais de 8 minutos e podem chegar até 20 minutos, ou mais, e é uma faixa com sonoridade bem interessante que já vem trazendo destaque para o baixo de Alexandre Vida, perfeitamente timbrado e com um peso incrível, essa faixa soa como o tradicional Doom/Death, arrisco até dizer que tem uma semelhança com as composições do Draconian, porém um pouco mais arrastado, o que torna isso ainda melhor,  pra fechar uma ótima dobra de guitarras que deixa aquele ar mais melódico, porém não menos denso.

E por fim a sétima e ultima música desse excelente álbum que voltar a ter o teclado em sua introdução, porém com destaque pra junção entre bateria, piano e baixo no inicio,pouco depois a bateria tem seu destaque e Renan mostra que domina a técnica de pedal duplo, e em seus 10:52 você sente um oceano de tristeza, fazendo jus ao nome da canção que se chama Ocean, destaque para a excelente participação de Yelenia Saria em um dueto com Fabio, e é pra essa faixa que dou o meu maior destaque, só realmente ouvindo pra entender e sentir, então senhoras  e senhores, pra quem não conhece,eu ouvi e foi meio que paixão a primeira audição, mas também sou suspeito pra falar, pois o gênero é um dos meus favoritos, então... vos apresento HELLLIGHT em seus mais de maravilhosos 20 anos de estrada com o melhor do Funeral Doom Metal.

HellLight

Fabio de Paula - Vocal,Guitarra,Teclado

Alexandre Vida  - Baixo

Renan Bianchi -  Bateria

 

 

As We Slowly Fade (2018)

 

1.       Intro (02:39)

2.       As We Slowly Fade (11:52)

3.       While The Moon Darkens (11:24)

4.       The Ghost (10:17)

5.       Bridge Between Life and Death (09:05)

6.       The Land of Broken Dream (08:47)

7.       Oceans (feat Yelenia Saria) (10:52)


Mais Sobre a Banda

 

Ego Absence - Serpent's Tongue (2020)

 

The Fools Trap Symphony, é uma breve intro orquestrada, bastante pomposa em seu uso de cordas e sinos, com ótimo ataques e com a altura das notas sendo bem divididas, começa o álbum da Ego Abscense.

Serpent’s Tongue já começa bem  veloz no, que tem seu tradicionalismo no power metal, e olha me lembrou Kamelot na época do álbum Epica, e isso é maravilhoso, porque é uma ótima lembrança ,de uma ótima banda, a cama feita pelos teclados é algo fundamental nessa faixa, faz toda a diferença, Raphael mostra como já está experiente e maduro como vocalista, sua técnica já é mais apurada que daquele jovem vocalista que esteve na banda Caravellus, tem agressividade e suavidade nessa música e uns belos vibratos, os backing vocals dessa música também é algo a ser notado, Guto Gabrelon deixa sua bela marca no solo de guitarra, ótima faixa titulo e ótima faixa de abertura.




Dead Inside You – Quem gosta de Power Metal , vai de fato gostar dessa banda, eu to bem empolgado com ele, porque me faz lembrar de boas bandas, e isso não é cópia, é referência , inspiração e quando você ouve os traços mas, com a personalidade da banda resulta no que você vai encontrar nesse álbum, e tudo isso só por que causa dessa faixa, faixa veloz, riffs bacanas, e em alguns momentos, Guto usa tercinas que é algo moderno, mas a banda não perde o seu tradicionalismo, um belo solo com um pouco mais de feeling, e o arranjo de cordas comandando e ditando o ritmo da canção, é uma das faixas de destaque do álbum.

Let it burn, foi o primeiro single divulgado, eu gostei por ser  algo que mostrou um certo peso, mas na parte vocal, num instrumental um tanto cadenciado, claro que até o meado da música, porque ela logo mostra que é uma faixa que explora tudo, andamento cadenciado, rápido, vocais mais agudos, mais baixos, um grave(mesmo que breve), mas não menos interessante do Raphael, tem um solo que mesmo que fique entre o rápido e o lento, é feito com feeling e isso é realmente legal, é uma ótima faixa de trabalho,

Against the Tide, é pesada progressiva na sua intro, e já no vocal um alívio, mas não é que estava ruim não, era o andamento que cai, e isso ficou excelente, o vocal veio conduzido a bem a faixa. A bateria ta com um trabalho muito bacana nessa música, mudanças de andamentos que se mostram precisas nessa música , o dueto entre Raphael e Caio Pimentel como belíssimo Gutural também é algo que merece ser notado, além do solo de guitarra, Guto aparece nesse álbum como se fosse esquentando as mãos e seus solos vem ficando mais técnicos e bonitos conforme o álbum é tocado.

I am Free, começa bem lenta com teclado, e com um lance prog/power, parecido com Circus Maximus, ganha sua força, mas não em velocidade, ela é aquela faixa que quebra o álbum pro cara poder respirar,  e como eu disse: Guto veio novamente no feeling, o uso de sinos, os teclados e o riff bem prog após o solo fizeram dessa música uma das minhas faixas favoritas, grande destaque pra ela, Raphael usando o melisma no metal é algo raro pra quem não sabe, é preciso que você saiba o que é e como executar e esse cara sabe e muito bem, eu to mesmo orgulhoso do que estou ouvindo.

Bloodstained e voltando ao power metal, essa faixa é mais na leva tradicional, eu vejo muitas influências nessa bandas, mas tudo com sua própria característica, é difícil fazer isso, mas eles fizeram,  nessa faixa você ouve um traço de Savatage/ Circle ll Circle, mas claro são traços, o resto os caras fizeram com sua própria personalidade, a divisão vocal é um destaque, Vitor Veiga cumpriu muito bem sua participação como convidado nesse álbum, e mais uma vez eu vou citar o Guto, solo bem legal, porém com guitarras fazendo dobras, o que deixou ainda mais bacana, ótima faixa, é daquelas soam uma mais animada.

Intimate Wounds eu confesso que era a faixa que eu estava mais ansioso pra ouvir, ela conta com a participação de Matt Marinelli, do Borealis, as guitarras estão dobradas, isso ficou lindo, os teclados mais evidentes novamente,  ela tem aquele ar sombrio e pesado, influências dos dois vocalistas, cuja banda é o Evergrey, e fizeram um excelente dueto, Matt fez um excelente participação nessa faixa, e como sempre Guto fez um belo solo, curto, mas é o que a música pede(você vai entender isso), 5:40 muito bem trabalhados, e como eu tinha falado da atmosfera da música, ela terminou densa e muito bem , por sinal.

Colibri, tem um começo singelo, bem como de um beija-flor, da aquela quebrada na música anterior, é como uma canção de ninar, mas com umas pompas, tem uma marcha suave, bela orquestração, Raphael cantando bem suave e bem confortável, é a grande balada do álbum, um tanto triste em sua melodia, mas não menos importante no álbum.

G.O.D. É  a tradicionalíssima faixa Speed, veloz e direta e seus poucos mais de 5 minutos, Raphael ta cantando um pouco mais forte como na primeira faixa, e tem umas divisões vocais em algumas partes da música, tudo isso com contratempos, e imagino que pode ser uma das faixas mais difíceis de ser executadas ao vivo, tem sua parte instrumental bastante puxada em nível técnico, uma das melhores faixas do cd.




Ego Abscence é a faixa que carrega o nome da banda, tem pouco mais de 5 minutos, essa é a média de tempo das faixas, eu sei que já é o final do texto pra dizer isso, mas é um álbum um tanto extenso, tem seu conceito.

Vem bem na pegada Meddle Eastern ou somente árabe, em vocal, com a guitarra, e o uso de cítara, e logo mais vem o peso, claro mantendo a escala indiana, quem ouvir lembrará dos tunisianos do Myrath, o teclado fazendo sua cama mostrando que ele é fundamental nesse tipo de sonoridade, e claro com essas características e eu sou adepto do Power Metal com teclado também, uma bela melodia vocal feita pelo Raphael, teve suas partes agressivas e menos agressivas eu diria que gruda, é só você ouvir mais de uma vez, novamente um belo solo de Guto, e ótima bateria feita pela banda.

 

Reached Answers é uma faixa instrumental com um belo Piano e violinos, ou cordas, um arranjo singelo, simples, porém muito bonito.

 

A Ego Abscence estrou em 2020, com esse belo trabalho, por se tratar de um álbum de Power Metal,  os fãs do gênero, eu creio que gostarão do que foi apresentado, um álbum com nuances, e um belo conceito, nível técnico alto, um álbum muito bacana, grande(o que não é ruim) , pesado, bem pensado em suas participações, sem contar a capa que é magnifica, mas um álbum bem trabalhado, quem acompanhou o processo de criação desse álbum sabe o quanto ele representa para os músicos presentes, espero que venha logo os próximos trabalhos desta excelente banda.


Ego Absence - Serpent's Tongue

Raphael Dantas - Vocal/Orquestrações/Programações

Guto Gabrelon - Guitarra


Convidados:

Caio Cesar em Against the Tide

Vitor Veiga em Bloodstained

Matt Marinelli em Intimate Wounds



Oficina G3 - Depois da Guerra (2008)


 Bem, vamos começando pela parte que todos nós sabemos que esse foi o lançamento mais aguardado da banda nos últimos anos, após o que não foi tão agradado assim, o Elektracustica de 2007, eis que com um novo vocalista, o Oficina G3 lança o Depois Da Guerra, álbum que marca o início do vocalista Mauro Henrique na banda.

A introdução é algo bem característico de uma guerra, sons de tiros, helicópteros, ou uma outra aeronave própria para combate, é bem característico, até o teclado é detalhista para te mostrar o que virá a seguir.

Meus Próprios Meios é bem características no quesito "peso", sim é uma boa faixa de entrada, te passa a mensagem de que o homem não pode fazer todas as coisas sozinho e que depende de Deus para que algumas "guerras" sejam vencidas, e sim, esse é o elemento principal desse álbum, Mauro já mostra nessa música a que veio e por que foi escolhido pra ser o novo vocalista da banda, a metade da música como é esperado tem seu solo, não nessa, aqui  temos um "trielo", sim, três solos pra você decidir qual é o melhor, por se tratar de uma banda cristã, as pessoas não levam muita confiança na parte musical ou no quesito peso, por todo aquele lance que chamam de White Metal e tudo mais, mas é o Oficina G3, quebrando barreiras desde 1987, ótima faixa com uma bateria muito precisa (e pesada, claro).

Meus Passos já mostra porque o Alexandre Aposan é tão aclamando (até hoje) como baterista da banda, a letra fala sobre o errar do homem(falo no contexto geral) sempre buscar o lado errado das coisas, ou sempre fazer o que não precisava fazer, mas também mostra que há uma solução para isso, grande destaque é para os vocais, o de Mauro, os Backings de Juninho e Duca, e Jean que seguiu mesmo fazendo gutural e muito bem feito, o mais interessante dessa música são os solos, parecem até duas guitarras, mas é um excelente duelo entre Juninho(guitarra) e Jean(teclado), e Jean mostra porque é considerado um dos melhores do Brasil, seja no meio cristão ou não.

Eu Sou, é mais uma em que o Prog está bem evidente, porém um pouco mais melódica, até porque tem algumas dobras de guitarra, a letra é  bem direta, sobre o que Deus é, quem Ele é como Ele é, Juninho como sempre fazendo ótimas melodias para seus solos, é uma faixa um tanto mais objetiva, mas não menos bacanas que as outras, merece seu destaque.

Continuar é uma belíssima balada, a queridinha e para quem esteve em alguma apresentação da banda sabe como ela funciona bem, uma letra daquelas que você faz uma auto análise, sobre algo que passou ou pode estar passando, e ela te mostra que há um caminho para se levantar, tem partes de vocais divididos muito bem feitas, e um solo com muito, mas muito feeling.

 


 

 

De Joelhos , eu sempre digo que essa é a faixa do Jean, porque o que ele faz nela é surreal, desde toda a base, até o seu grande momento do solo de teclado, e a letra é simples e direta, no seu momento de oração, você sempre estará em uma guerra(espero que tenha entendido o sentido), e que esse momento, ou pra quem tem essa frequência, não passará por adversidades ou situações difíceis, e o grande destaque de fato é todo o teclado e o solo, uma das melhores músicas do álbum, sim! uma música que fala de oração é a melhor pra bater cabeça.

Tua mão, pra mim é a mais bonita junto de "A Ele" em matéria de estrutura de composição, por se tratar de uma faixa mais lenta, praticamente uma balada, com uma letra bem reflexiva em que fala que você precisa "sentir" a mão de Deus pra continuar a caminhada, e se você reparar a cronologia das músicas, na música anterior é como se você se levantasse da oração, segurasse a mão de Deus e continuasse a caminhada em meio a toda guerra, aí nessa faixa eu já comecei  a entender um conceito por trás das letras e as ordens das músicas, o destaque para mim ,dessa música é solo, um dos mais lindos que já ouvi do Juninho.

Muros, uma das mais pesadas do cd, com riff pesado, letra bem realista e pesada, bateria bastante forte, e o que bate forte esse Alexandre, o cara foi a escolha perfeita, a letra já é um pouco mais taxativa no que posso dizer... sobre falar o que acontece em algumas igrejas, e infelizmente é a realidade, sobre preconceito, frieza, e que o cristianismo não é isso, é unidade, amor e esperança, uma bem direta, um destaque para o solo dessa música e para o baixo de Duca que nesse álbum esteve com a mão mais pesada que de costume, e sejamos sinceros, esse álbum pedia isso, peso e força, a ponte para o solo é o ponto alto da música, em que ela cai, mas logo vem e vem pesada, Juninho como sempre a cada álbum complicando mais a vida de quem tenta reproduzir seus solos.

 

Depois Da Guerra(D.D.G.), a faixa título vem na nona colocação da ordem do álbum, quase lá no fim, mas isso mostra que não é a menos importante, é uma música que o baixo tem o destaque por segurar  o groove, até o momento do primeiro solo, uma letra que fala dos dias atuais sobre as "guerras humanas" , vaidade, inimizade  palavra que não eram pra ser ditas, tudo aquilo que homem pode evitar e não fez, e é um dueto entre Mauro e Juninho(que eu achava que iria cantar), tem um solo difícil(mais um, pra variar), e vem mais uma caída no álbum.

A Ele, é uma bela balada e dueto, é basicamente um louvor em Prog Metal, foi a música que foi para as rádios pra divulgação do álbum, a letra é simples e direta, uma simples adoração, fala do amor de Deus, e de quem é Deus, e tem belas vozes divididas, uma ótima estrutura harmônica, um solo curto, mas bem objetivo, os flangers de Jean caíram bem nos intervalos, e o uso do piano foi fundamental pra essa canção, assim como em "Tua Mão".

 

Incondicional é a música que teve o videoclipe, e um dos mais bem produzidos no meio Cristão em geral, também o último da banda com a gravadora MK, inicialmente essa música não é do G3, e sim do Fullrange, outra banda do Mauro e era cantada em inglês, teve algumas alterações na letra, na estrutura e o mínimo em harmonia, pois a melodia permaneceu a original, mas cantada em português, a letra é um encorajamento de Deus para o homem, ou do amor de Deus para o homem(também é citado), balada muito bem feita, pois o efeito dela á notório na primeira audição, ela gruda, Jean usa bastante dos teclados, a base é o violão que faz uma cama perfeita para o solo do Juninho que no clipe, mas com Celso, faz ambas as linhas(violão e teclado), e o solo é um dueto com Mauro Henrique, que foi o ponto alto, e você vê de fato porque da escolha e da convocação tão rápida do brasiliense para que fosse gravar.




Obediência, é mais uma pesada, até porque grande parte do álbum é, é uma letra que fala sobre a obediência que o homem tem com Deus, sobre um princípio divino, isso tudo é claro seguindo os preceitos do cristianismo(que isso fique claro aqui), os teclados bem evidentes, e como um solo bem legal no início, e essa batera do Aposan que é característica, é como se você ouvisse e já soubesse que é ele, o solo é uma dobra que fica bem dentro a estrutura da melodia da música, uma das melhores do cd.

Better, pela letra eu diria que é uma versão em inglês da música "Lugar Melhor", do álbum Além do que os olhos podem ver, de 2005, que é um excelente álbum e foi a porta de entrada pra esse Progressive Metal da banda, mas sua música é bem diferente, pois é pesada, é bruta, tem teclado marcante com aquela pegada de estar em uma guerra mesmo, e tem gutural também, e por se tratar de uma faixa em inglês já muda um pouco a visão que muitos tem sobre a banda,a ponte para o solo já te deixa a animado, e quando Juninho mostra o que fez nessa faixa, é absurdo, agora um ótimo destaque é para do Celso Machado, o cara dobrou no time com o Juninho, e pra quem não sabe, essa música é dele, a música é excelente!

People Get Ready, pra quem não sabe, a música é desses dois senhores nada conhecidos,

 Jeff Beck e Rod Stewart, o Oficina G3 fez uma excelente versão, a música caiu perfeitamente bem na voz do Mauro Henrique ,a letra ,digamos que é sobre uma viagem que está prestes a partir no trem e você precisa ter seu bilhete em mãos, tem um ótimo solo do Juninho  e eles não alteraram muito a estrutura musical da canção, é claro pra que não soasse esquisito.

 

Unconditional, é a Incondicional no que eu posso dizer, na sua versão original, em Inglês, mas com a nova roupagem do Oficina G3.
 
Eu digo que se a banda ainda não tinha algo, eles conseguiram nesse álbum e não falo só de prêmios, falo do reconhecimento musical, pra que você que não tem essa dificuldade pelo fato da banda ser cristã, é um ótimo álbum, como uma nova cara, nova visão música, foi mais uma tentativa(de outras que a banda fez), que deu certo, só que essa foi grandiosa, o álbum foi aclamado e elogiado por muito,  e ganhou  o Grammy Latino Como Melhor Álbum de Música Cristã em Língua Portuguesa (2009), e foi Vencedor do Troféu Talento Como Melhor Álbum de Rock (2009), e o que muita gente não sabe é que quem fez mixagem, produção e pós produção foi ninguém menos que Marcelo Pompeu, do Korzus,e você ai  torce o nariz porque a banda é cristã.
 
Oficina G3 (Depois da Guerra)


Mauro Henrique - Vocal
Juninho - Guitarra/Vocal
Duca - Baixo/Vocal
Jean - Teclado/Vocal

 

Músicos Convidados:

Celso Machado - Guitarra
Alexandre Aposan - Bateria
 


Angra - Angels Cry (1993)

Saudações, jovens !
Para mais uma resenha do Metal Brasil, nada melhor do que um trabalho nacional sendo pautado.
O álbum debut de umas das maiores bandas de Heavy Metal do país, quiçá do mundo: o Angra.


Angels Cry foi lançado em 3 de Novembro de 1993, com a esmagadora maioria das músicas sendo do primeiro demo tape da banda, Reaching Horizons, lançado no ano anterior. É nessa primeira obra que vemos o primor da dobradinha Matos-Bittencourt, demonstrando a grande habilidade dos dois na composição.

A Unfinished Allegro, composição de Franz Schubert, abre o álbum. Logo de início, você estranha:Por que uma banda de heavy metal está começando o primeiro disco com uma faixa instrumental clássica ?"
Respondo: Pois a simplicidade clássica vem para dar espaço rapidamente a explosão emocionante do rock.

Carry On é, definitivamente, um hino do metal nacional. Não por toda a empolgação que ela te traz, de te fazer cantar, agudinho por agudinho, igual ao André Matos. Ela é uma canção para se prestar atenção em cada coisa: Na letra, nas guitarras, no baixo, na bateria. É a canção que "chuta o balde", com a água dentro. Não importa seu estado de tristeza até esse momento. Ouvindo essa canção, você vai sentir a vontade de seguir em frente.

A próxima música é a primeira do álbum que tem a parceria Matos-Bittencourt, e em alguns momentos parece ser uma homenagem ao Led Zeppelin: Time. Pela levada simples do começo, indo rumo a um riff avassalador, que lembra um pouco Kashmir, além das linhas de baixo do Luis Mariutti e a bateria do Alex Holzwarth (Sim, amiguinho. O baterista do Rhapsody dividiu a "cozinha" com o Luis nesse álbum), devemos destacar também o vocal "simples", emocionado e poderoso do André.

Vamos para a faixa homônima do álbum, Angels Cry. Mais uma da dupla dinâmica do Angra, seguindo os passos da homenagem ao Led Zeppelin da música anterior, só que com uma pegada forte logo no ínicio. Essa, tem um "quê" de especial por ter referências clássicas, como o arranjo de "Caprice no. 24" de Paganini e uma pontinha de "Turkish March" de Mozart. Os vocais do André lembram rapidamente seus tempos de Viper. Simplesmente, a faixa mais pesada do álbum.






Você gosta de leveza, e ver um cantor mostrando todo seu potencial vocal? Então, Stand Away foi feita para te emocionar. Imagino o quanto seja difícil cantar essa no tom original, até mesmo para quem consegue chegar no máximo que essa faixa exige. E mais: Para um vocal masculino chegar a um ponto desses, que apenas uma soprano consegue com perfeição, é maravilhoso!

Por que não homenagear um dos grandes do seu país? Never Understand cumpre esse papel. Com ritmos nordestinos, e se iniciando com um breve arranjo de "Asa Branca" do saudoso Luís Gonzaga. Aqui, o ritmo nordestino flerta com o Heavy Metal, fazendo uma junção que estranhamente fica estupendo. Destaque para o Luis e o Alex. A "cozinha" brilhando. Detalhe para o Kai Hansen, ex-Helloween,  na guitarra nessa faixa.

Homenagens, homenagens. Espera aí. Um COVER da Kate Bush? Sério? SIM. E o mais engraçado: Ficou melhor que o original. André Matos é uma figura por aceitar cantar Wuthering Heights e, por incrível que pareça, dado conta do recado. Na demo tape de 1992, a versão desse cover é mais veloz. Porém, aqui vemos que o tom da música foi respeitado, para uma grandiosa performance de todos.

Streets Of Tomorrow vem pesada e vagarosa, tomando certa velocidade progressivamente. Está junto da Angels Cry como as músicas mais pesadas do disco. Destaques para o instrumental da canção. Não é uma das músicas mais pedidas nos shows, mas ela possui arranjos interessantes.

Evil Warning, aquela que te traz um sorriso amarelo no rosto. "Ah, mas por que?" Simples. Ela mistura TRÊS coisas ao mesmo tempo: Heavy Metal, arranjos clássicos e ritmos brasileiros.  A marca registrada do Angra. Ainda com um breve arranjo de "Winter" do Vivaldi. Referências, my friend.

Então, chegamos no final. O problema de Lasting Child é ter a responsabilidade de fechar uma obra muito boa. Ela não te chama, não chega a te emocionar como deveria, mesmo sendo uma balada. Tem belos arranjos clássicos, mas de tanta coisa que você já ouviu até aqui, a canção parece muito "normal".

Enfim, chegamos ao veredito: Como primeiro disco, o Angra começou abalando as estruturas. Trouxe coisas novas, o resultado das misturas foi satisfatório e entregou um grande disco para ser saboreado por diferentes tipos de público, do headbanger ao apreciador leigo.

 Formação da banda neste disco:
André Matos - Vocal
Rafael Bittencourt - Guitarra
Kiko Loureiro - Guitarra
Luís Mariutti - Baixo
Alex Holzwarth - Bateria*


*Faixa 7 (Wuthering Heights), que foi assumida por Thomas Nack*