The Fools Trap Symphony, é uma breve intro orquestrada, bastante
pomposa em seu uso de cordas e sinos, com ótimo ataques e com a altura das
notas sendo bem divididas, começa o álbum da Ego Abscense.
Serpent’s Tongue já começa bem veloz no, que tem seu tradicionalismo no power metal, e olha me lembrou Kamelot na época do álbum Epica, e isso é maravilhoso, porque é uma ótima lembrança ,de uma ótima banda, a cama feita pelos teclados é algo fundamental nessa faixa, faz toda a diferença, Raphael mostra como já está experiente e maduro como vocalista, sua técnica já é mais apurada que daquele jovem vocalista que esteve na banda Caravellus, tem agressividade e suavidade nessa música e uns belos vibratos, os backing vocals dessa música também é algo a ser notado, Guto Gabrelon deixa sua bela marca no solo de guitarra, ótima faixa titulo e ótima faixa de abertura.
Dead Inside You – Quem gosta de Power Metal , vai de fato gostar dessa banda, eu to bem empolgado com ele, porque me faz lembrar de boas bandas, e isso não é cópia, é referência , inspiração e quando você ouve os traços mas, com a personalidade da banda resulta no que você vai encontrar nesse álbum, e tudo isso só por que causa dessa faixa, faixa veloz, riffs bacanas, e em alguns momentos, Guto usa tercinas que é algo moderno, mas a banda não perde o seu tradicionalismo, um belo solo com um pouco mais de feeling, e o arranjo de cordas comandando e ditando o ritmo da canção, é uma das faixas de destaque do álbum.
Let it burn, foi o primeiro single divulgado, eu gostei por
ser algo que mostrou um certo peso, mas
na parte vocal, num instrumental um tanto cadenciado, claro que até o meado da
música, porque ela logo mostra que é uma faixa que explora tudo, andamento
cadenciado, rápido, vocais mais agudos, mais baixos, um grave(mesmo que breve),
mas não menos interessante do Raphael, tem um solo que mesmo que fique entre o
rápido e o lento, é feito com feeling e isso é realmente legal, é uma ótima
faixa de trabalho,
Against the Tide, é pesada progressiva na sua intro, e já no vocal
um alívio, mas não é que estava ruim não, era o andamento que cai, e isso ficou
excelente, o vocal veio conduzido a bem a faixa. A bateria ta com um trabalho
muito bacana nessa música, mudanças de andamentos que se mostram precisas nessa
música , o dueto entre Raphael e Caio Pimentel como belíssimo Gutural também é
algo que merece ser notado, além do solo de guitarra, Guto aparece nesse álbum
como se fosse esquentando as mãos e seus solos vem ficando mais técnicos e
bonitos conforme o álbum é tocado.
I am Free, começa bem lenta com teclado, e com um lance prog/power,
parecido com Circus Maximus, ganha sua força, mas não em velocidade, ela é
aquela faixa que quebra o álbum pro cara poder respirar, e como eu disse: Guto veio novamente no
feeling, o uso de sinos, os teclados e o riff bem prog após o solo fizeram
dessa música uma das minhas faixas favoritas, grande destaque pra ela, Raphael
usando o melisma no metal é algo raro pra quem não sabe, é preciso que você saiba
o que é e como executar e esse cara sabe e muito bem, eu to mesmo orgulhoso do
que estou ouvindo.
Bloodstained e voltando ao power metal, essa faixa é mais na leva
tradicional, eu vejo muitas influências nessa bandas, mas tudo com sua própria
característica, é difícil fazer isso, mas eles fizeram, nessa faixa você ouve um traço de Savatage/
Circle ll Circle, mas claro são traços, o resto os caras fizeram com sua
própria personalidade, a divisão vocal é um destaque, Vitor Veiga cumpriu muito
bem sua participação como convidado nesse álbum, e mais uma vez eu vou citar o
Guto, solo bem legal, porém com guitarras fazendo dobras, o que deixou ainda
mais bacana, ótima faixa, é daquelas soam uma mais animada.
Intimate Wounds eu confesso que era a faixa que eu estava mais
ansioso pra ouvir, ela conta com a participação de Matt Marinelli, do Borealis,
as guitarras estão dobradas, isso ficou lindo, os teclados mais evidentes
novamente, ela tem aquele ar sombrio e
pesado, influências dos dois vocalistas, cuja banda é o Evergrey, e fizeram um
excelente dueto, Matt fez um excelente participação nessa faixa, e como sempre
Guto fez um belo solo, curto, mas é o que a música pede(você vai entender
isso), 5:40 muito bem trabalhados, e como eu tinha falado da atmosfera da música,
ela terminou densa e muito bem , por sinal.
Colibri, tem um começo singelo, bem como de um beija-flor, da
aquela quebrada na música anterior, é como uma canção de ninar, mas com umas
pompas, tem uma marcha suave, bela orquestração, Raphael cantando bem suave e
bem confortável, é a grande balada do álbum, um tanto triste em sua melodia,
mas não menos importante no álbum.
G.O.D. É a
tradicionalíssima faixa Speed, veloz e direta e seus poucos mais de 5 minutos, Raphael
ta cantando um pouco mais forte como na primeira faixa, e tem umas divisões
vocais em algumas partes da música, tudo isso com contratempos, e imagino que
pode ser uma das faixas mais difíceis de ser executadas ao vivo, tem sua parte
instrumental bastante puxada em nível técnico, uma das melhores faixas do cd.
Ego Abscence é a faixa que carrega o nome da
banda, tem pouco mais de 5 minutos, essa é a média de tempo das faixas, eu sei
que já é o final do texto pra dizer isso, mas é um álbum um tanto extenso, tem
seu conceito.
Vem bem na pegada Meddle Eastern ou somente
árabe, em vocal, com a guitarra, e o uso de cítara, e logo mais vem o peso,
claro mantendo a escala indiana, quem ouvir lembrará dos tunisianos do Myrath,
o teclado fazendo sua cama mostrando que ele é fundamental nesse tipo de sonoridade,
e claro com essas características e eu sou adepto do Power Metal com teclado
também, uma bela melodia vocal feita pelo Raphael, teve suas partes agressivas
e menos agressivas eu diria que gruda, é só você ouvir mais de uma vez,
novamente um belo solo de Guto, e ótima bateria feita pela banda.
Reached Answers é uma faixa instrumental com
um belo Piano e violinos, ou cordas, um arranjo singelo, simples, porém muito
bonito.
A Ego Abscence estrou em 2020, com esse belo trabalho, por se tratar de um álbum de Power Metal, os fãs do gênero, eu creio que gostarão do que foi apresentado, um álbum com nuances, e um belo conceito, nível técnico alto, um álbum muito bacana, grande(o que não é ruim) , pesado, bem pensado em suas participações, sem contar a capa que é magnifica, mas um álbum bem trabalhado, quem acompanhou o processo de criação desse álbum sabe o quanto ele representa para os músicos presentes, espero que venha logo os próximos trabalhos desta excelente banda.
Ego Absence - Serpent's Tongue
Raphael Dantas - Vocal/Orquestrações/Programações
Guto Gabrelon - Guitarra
Convidados:
Caio Cesar em Against the Tide
Vitor Veiga em Bloodstained
Matt Marinelli em Intimate Wounds

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