Formada no estado de São Paulo, a banda de Funeral Doom/Death Metal, HellLight,é um trio, mas que por alguns
anos já esteve no formato de quarteto com Teclado, Guitarra e Voz, Bateria e
Baixo, Liderada por Fabio de Paula(Guitarra/Voz), conta também com Alexandre
Vida(Baixo) e Renan Bianchi(Bateria), mas nessa resenha eu venho escrever sobre
o último álbum da banda, Excelente As We
Slowly Fade, de 2018.
Este é o sexto álbum da banda, que com seus 23 anos de
estrada não deixa a desejar quando se fala em qualidade seja ela sonora ou dos
conteúdos das letras que não deixou de abordar seus temas sobre Tristeza, Solidão, Morte e até o Paganismo(na
sua questão mais individualista). As We
Slowly Fade traz de forma digamos que um pouco de mais sentimentalismo em
sua forma de cantar, em seus acordes(por mais simples que isso pareça), a banda
consegue te transportar pra dentro da atmosfera que eles criaram para o seu
estilo.
A primeira faixa é uma Intro de 2:39 que já te prende por
seus espaços entre uma nota e a próxima nota tocada, logo já é feita a mescla
com teclado e baixo pra que a atmosfera já seja criada pra canção seguinte, o
mais interessante é que há essa espera pra que a próxima faixa inicie e na
maior altura do teclado é o momento...
A canção seguinte é a que leva a faixa título do álbum, As We Slowly Fade é bela pois o teclado
vem fazendo o que se esperava, te traz a prévia logo todos iniciam da maneira
que se espera, pode parece tudo premeditado, mas o que eu senti é que essa era
a intenção e a faixa faz jus ao nome dela, pois ela cresce, tem a excelente
linha de guitarra de Fabio sem contar nas divisões vocais entre limpos e
guturais, deixando claro que ele executa os dois com perfeição, como é pedido
na proposta da banda.
White the Moon
Darkness começa com teclados bastante densos, me lembrou um pouco do que o
Lacrimosa faz, mas logo todos entram e começam a espalhar o medo com a
sonoridade dessa música, destaque para a excelente linha de bateria de Renan Bianchi, Um timbre excelente,
ocupando os espaços necessários, e até mesmo nas mudanças de melodia essa
música não deixou a desejar, ela tem a tradicional Doom/Death, porém com sua pitada de escuridão e trevas(se é que me
entende), os teclados ainda que mais leves nessa música ajudam a compor essa
atmosfera sombria que a banda apresentou, e de quebra vem um final com um belo
solo de Fabio e uma parte um tanto mais agressiva com pé no Death Metal.
Eu havia mencionado que a banda seguiu sendo um trio, e que
com isso Fabio, O Guitarrista/Vocalista assumiu os teclados, pelo menos nas
gravações, e tenho que enaltecer a qualidade dos arranjos, dos timbres e da
atmosfera que ele deixou pra cada música e especial a terceira faixa, The Ghost, que tem um orgão
incrivelmente bem colocado, ele é o
elemento principal dessa música, dando toda a nuance soturna e densa que se
espera, trata-se de uma faixa um pouco mais direta no seu objetivo, uma
ressalva para uma queda nos instrumentos em que somente a guitarra
continua(dedilhando), mas funciona como uma ponto para mais um ótimo solo.
Bridge
Between Life and Death é soturna claro, essa me parece ser a grande
proposta da banda, e se não for, estão fazendo e muito bem, a quarta faixa
começa lenta e pesada, mais crua, mas não menos criativa em seu arranjo, porém
a ênfase maior é nos vocais e guitarra, gostaria de destacar o refrão que é cantado com a voz limpa, assim como o
da segunda faixa previamente cantado com Gutural, e fantástica essa forma de
composição, "esteticamente" ou musicalmente da um ar de desespero ao
ouvir e como é característica da banda o tema de Morte, o refrão é bem chamativo no que assim é cantado: "I'm crossing the bridge between life and
death...".
De certa forma essa faixa é peculiar em todo o seu
conjunto, outro destaque para a reta final da música para o que eu posso chamar
de dueto, entre a guitarra e o teclado, Fabio realmente mostra ser um excelente
músico.
The Land of Broken
Dreams é a menor faixa (não contando a intro) do álbum,mas quando se fala
em que uma faixa da uma banda de Funeral
Doom é a menor do álbum não faz muita diferença, quase todas tem mais de 8
minutos e podem chegar até 20 minutos, ou mais, e é uma faixa com sonoridade
bem interessante que já vem trazendo destaque para o baixo de Alexandre Vida,
perfeitamente timbrado e com um peso incrível, essa faixa soa como o
tradicional Doom/Death, arrisco até
dizer que tem uma semelhança com as composições do Draconian, porém um pouco mais arrastado, o que torna isso ainda
melhor, pra fechar uma ótima dobra de
guitarras que deixa aquele ar mais melódico, porém não menos denso.
E por fim a sétima e ultima música desse excelente álbum que
voltar a ter o teclado em sua introdução, porém com destaque pra junção entre
bateria, piano e baixo no inicio,pouco depois a bateria tem seu destaque e Renan mostra que domina a técnica de
pedal duplo, e em seus 10:52 você sente um oceano de tristeza, fazendo jus ao
nome da canção que se chama Ocean,
destaque para a excelente participação de Yelenia
Saria em um dueto com Fabio, e é
pra essa faixa que dou o meu maior destaque, só realmente ouvindo pra entender
e sentir, então senhoras e senhores, pra
quem não conhece,eu ouvi e foi meio que paixão a primeira audição, mas também
sou suspeito pra falar, pois o gênero é um dos meus favoritos, então... vos
apresento HELLLIGHT em seus mais de
maravilhosos 20 anos de estrada com o melhor do Funeral Doom Metal.
HellLight
Fabio de Paula - Vocal,Guitarra,Teclado
Alexandre Vida - Baixo
Renan Bianchi - Bateria
As We Slowly Fade (2018)
1. Intro (02:39)
2. As We Slowly Fade (11:52)
3. While The Moon Darkens (11:24)
4. The Ghost (10:17)
5. Bridge Between Life and Death
(09:05)
6. The Land of Broken Dream (08:47)
7. Oceans (feat Yelenia Saria) (10:52)

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